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Comprei o imóvel, e agora? Entenda os 3 passos obrigatórios (e os custos) para se tornar o verdadeiro dono

Você encontrou o imóvel ideal, negociou o valor e apertou a mão do vendedor. A sensação de dever cumprido é enorme, não é? Mas, logo em seguida, surge aquela dúvida que eu ouço quase todos os dias aqui na consultoria da Standard 7:

“Ryanne, já paguei o imóvel. Ainda preciso pagar mais alguma coisa?”

A resposta curta e honesta é: sim.

Muitos compradores focam apenas no valor do imóvel e esquecem de reservar o orçamento para a legalização. No Brasil, a compra de um bem não termina na entrega das chaves. Para que ele seja oficialmente seu, existem três etapas burocráticas (e financeiras) obrigatórias.

Se você pular qualquer uma delas, juridicamente, o imóvel continua pertencendo ao vendedor. Vamos entender cada uma?

1. O Primeiro Passo: ITBI (Imposto Municipal)

Antes de qualquer papelada no cartório, você precisa acertar as contas com a Prefeitura. O ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) é um tributo municipal previsto na Constituição Federal.

  • O que é: É o imposto que a prefeitura cobra para “autorizar” a transferência do imóvel.
  • Atenção: Sem o comprovante de pagamento do ITBI, o cartório não faz a escritura.
  • Fonte Legal: Artigo 156, inciso II, da Constituição Federal.

2. O Segundo Passo: Escritura Pública

Com o imposto pago, vamos ao Cartório de Notas. Aqui é lavrada a Escritura Pública.

  • O que é: É o contrato formal de compra e venda. É o documento que prova que o vendedor, de livre e espontânea vontade, vendeu o imóvel para você e que o negócio seguiu todas as regras da lei.
  • Importante: Se o imóvel custa mais de 30 salários mínimos, a lei exige que a venda seja feita por escritura pública (Art. 108 do Código Civil).
  • Exceção: Se você financiou pelo banco, o contrato de financiamento tem “força de escritura”, economizando essa etapa específica, mas não as outras.

3. O Terceiro Passo (O Mais Importante): Registro do Imóvel

Aqui está o erro mais comum. Muita gente pega a Escritura, guarda na gaveta e acha que é dono. Errado.

Você precisa levar essa Escritura (ou contrato do banco) ao Cartório de Registro de Imóveis (CRI). É lá que o imóvel tem uma “matrícula” (como se fosse o CPF da casa). O oficial vai anotar na matrícula que aquele imóvel agora pertence a você.

  • Fonte Legal: O Código Civil Brasileiro é claro em seu Artigo 1.245: “Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis.”

O Alerta de Ouro: “Quem não registra, não é dono”

Essa frase é um ditado popular, mas é pura verdade jurídica. Enquanto o seu nome não estiver na Matrícula do Registro de Imóveis, para a lei, o dono continua sendo o vendedor.

O risco que você corre: Se o vendedor tiver má-fé e vender o mesmo imóvel para outra pessoa que registrar primeiro, ou se o vendedor tiver dívidas e o imóvel for penhorado pela justiça, você pode perder o bem, mesmo tendo a escritura na gaveta.

Garanta sua Segurança Jurídica

A burocracia existe para proteger o seu patrimônio. Ao concluir o Registro, você garante a oponibilidade erga omnes — um termo jurídico chique que significa que o seu direito de propriedade vale contra tudo e contra todos.

Parece complexo? É por isso que existimos.

Aqui na Standard 7, eu cuido de toda essa esteira documental para você. Da emissão da guia do ITBI até a entrega da Matrícula atualizada em seu nome, meu trabalho é garantir que sua única preocupação seja planejar a mudança.

Precisa regularizar um imóvel ou quer assessoria na compra? Fale comigo. Estou aqui para garantir que seu sonho não vire pesadelo burocrático.


Sobre a Autora: Ryanne Dias é Consultora Especialista em Documentação Imobiliária na Standard 7. Com vasta experiência em regularização fundiária e trâmites cartorários, ela garante a segurança jurídica dos negócios realizados no Oeste Baiano.

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